terça-feira, 13 de abril de 2010

Ok Computer

De fato, necessito da angústia - a qual me privo - para escrever. Nem ouvindo Radiohead (que é deveras depressivo à minha percepção) sinto-me inspirado. É preciso raiva ou tristeza. Não escrevo sobre o amor. É ridículo escrever sobre o amor.
Nos últimos meses meu universo é baseado na racionalidade, o que me afasta do lirismo. O fato de estar diariamente em estado beta me incomoda profundamente mas não a ponto de despertar minha criatividade. Torno-me um crítico entediante. Limito-me à lógica, ao óbvio da linguagem matemática perfeita ao invés do desafio de exprimir sentimentos pela simbologia da linguagem imperfeita. Paradoxalmente angustiante.

Eu sinto muito. Mas não sinto nada.