sábado, 27 de junho de 2009

Páginas de Lítio III

Ano de 2009, ao vigésimo sétimo dia do mês de Junho. Sábado.

Acordei mais tarde do que devia. Preciso voltar a cidade de Lorena. Prometi a minha filha que estaria presente na festa junina do colégio e em seu aniversário. Eu tenho palavra com a Luna. É o mínimo que eu devo ser, por estar sendo um pai ausente. De todo meu coração eu não quero que ela tenha mágoas de mim devido a nossa distância. Quero um dia poder ser o melhor pra ela, mas enquanto isso preciso virar o jogo a meu favor. Por hora a casa está levando vantagem.
A viagem foi tranquila, dormi na maior parte do caminho. Meus pais e minha filha me aguardavam na rodoviária. Foi muito bom revê-los. Vim em busca de conselhos e calmaria. Meu velho é um camarada muito "sabido", é sempre bom ouvir o que ele tem a dizer.
Agora são 4:30. Vou dormir. Daqui a pouco tenho que me levantar, sem falar que se a Luna acordar e não me ver do lado dela, ela fica chateada. Preciso aproveitar estes dias ao máximo. Aqui eu me permito dar valor ao singelo e sincero.

Porém, mais cedo ou mais tarde sentirei falta do caos. Talvez eu sonhe com isso esta noite.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Páginas de Lítio II

Ano de 2009, ao vigésimo quinto dia do mês de Junho. Quinta-feira.

Acordei da mesma forma que dormi: Só. Não havia ninguém aqui ontem a noite. Então restou-me convidar a irmã mais jovem dos Pertétuos como compania. Ela me amou ontem e hoje, e sempre que me lembro de que estou sozinho, peço a ela pra ficar. Eu preciso que o amanhã chegue. Ela não volta pra casa de novo. Minha convidada concorda em ficar mais esta noite. Eu ainda não sei seu nome. Ela diz que não importa. Então está tudo bem.

Decido chamá-la de Eva.

Páginas de Lítio I

"Quarta-Feira, 24 de Junho de 2009

Estou jogado às traças do meu abismo mental, entre pessoas que não conheço, numa quarta-feira fria, branca e sem graça. Quero ir embora daqui. Quero estar no meu ninho, quente, amarelo e seguro.

Estou com medo mas não vou dar mole. Preciso parecer bem.
Algumas das pessoas me olham como se esperassem uma participação minha na conversa desinteressante deles. Todos querendo mostrar o quanto são "sabidos" no vasto universo musical, quantos músicos famosos conhecem, sobre quando tocaram para "tantas" pessoas. Afinal, um ambiente onde ninguém se conhece é uma oportunidade de ouro para o ego. Você pode passar a imagem do que quiser que elas pensem a seu respeito.
Mas aqui não há ninguém a se impressionar. Esse papo me enoja.
Saio do meio deles e vou para a sala ao lado, fechada. Estou sozinho nela. Optei por não fazer o teste para o programa. Não quero fazer parte disto. Não gosto desta gente.
Chega de fazer o que não condiz com os meus valores e meu amor próprio. Passei tempo demais me dedicando a uma causa que sempre foi perdida. Escolhi por ignorar os sinais e agora preciso cruzar a ponte que eu mesmo construí ao longo deste tempo.
Agora me resta pouco. Porém, cabe a cada um de nós decidir o que fazer com o tempo que nos resta e, de fato, o que virá será melhor que recuar. Será viver!"

Renascido do Inferno

Após 9 meses
renasce um Diablo.
Sujo numa placenta de pêsames.

Após 9 meses...

E em algumas vezes,
nos lábios, um sorriso amargo.
Após 9 meses
renasce um Diablo.

Life is Beautiful ( Sixx AM )



A vida é Linda

Você não pode desistir até que tente
Você não pode viver até que morra
Você não pode aprender a contar a verdade
Até que aprenda a mentir

Você não pode respirar até que sufoque
você precisa rir quando é a piada
Não há nada como um funeral para eu me sentir vivo

Apenas abra seus olhos
Apenas abra seus olhos
E veja que a vida é linda
Você juraria sua vida
Que ninguém vai chorar no meu funeral?

Eu sei de coisas que você não sabe
Eu fiz coisas que você não faria
Não há nada como um rastro de sangue para achar o caminho de casa

Estava esperando meu carro fúnebre
E o que veio foi muito pior
Nada como um funeral para eu me sentir vivo

Apenas abra seus olhos
Apenas abra seus olhos
e veja que a vida é linda
Você juraria sua vida
Que ninguem vai chorar no meu funeral?

sábado, 20 de junho de 2009

Watchmen


Cique na imagem para faze o download de todas as 12 edições de Watchmen (1986).

Watchmen é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora estadunidense DC Comics entre 1986 e 1987. A série foi reimpressa mais tarde em brochura (ou trade paperback[1]).

Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. O sucesso crítico e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel (ou "romance visual"), até então pouco explorado pelo mesmo mercado.

Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com A Queda de Murdock e The Dark Knight Returns, de Frank Miller e Maus, de Art Spiegelman) — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil.

A série foi galardeada com vários Prêmios Kirby e Eisner, além de uma honraria especial no tradicional Prémio Hugo, voltado à literatura: é até o momento a única graphic novel a conseguir tal feito.[2] Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923[3].

A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momendo delicado no contexto da Guerra Fria e em vias de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema[carece de fontes?] quanto dos quadrinhos.

(Fonte: Wikipedia)


Eis o trailer do filme. Ainda estou buscando o filme completo numa qualidade satisfatória - e a respectiva legenda, o que as vezes pode não ser tão fácil assim - para postar aqui.




Lembrando que para visualizar a HQ é necessário o CDisplay ou descompactar. Pessoalmente sugiro o CDisplay.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Keith Richards e as Baratas

"Quando a bomba H tiver explodido
quando não houver mais chocolate
quando David Bowie morrer

Eis que baratas brotarão da terra
Com suas asas blindadas
e suas antenas raio-laser

e eis que Keith acordará do pó
Com seu fígado invencível
Com seu encéfalo de lítio

juntos
para vencer o caos nuclear
para almoçar detritos
para continuar a vida"


Por Paula

Lítio

Os sais de lítio têm aprovação para o tratamento de transtorno bipolar de tipo 1 no Brasil e nos Estados Unidos. Inicialmente classificado como um anti-psicótico, o lítio (administrado em forma de carbonato de lítio) é hoje utilizado por seus efeitos reguladores de humor, anti-maníaco e, secundariamente, anti-depressivo (sua eficácia para a depressão unipolar, entretanto, ainda não foi bem estabelecida).

Em níveis séricos mais elevados, os íons de lítio são considerados venenosos e requerem atenção clínica imediata. Entre os principais sintomas de contaminação por lítio, lista-se náusea, tontura, enjôos, diarréia e tremores nas mãos. Esses sintomas podem, entretanto, aparecer na faixa terapêutica para transtorno bipolar. Salienta-se, ainda, que a administração prolongada de lítio pode causar danos à tireóide e aos rins, exigindo monitoração periódica por meio de exames de sangue.

- Fonte Wikipédia

Babycakes


Estarei publicando algumas das minhas HQs preferidas a partir de hoje começando com Babycakes, uma visão - bem ao estilo de Neil Gaiman - de um "futuro próximo". Dedico esta leitura aos companheiros que zombam da minha opção pelo vegetarianismo. A vida de um cão ou de um gato não vale mais do que a de um porco, de uma vaca, ou mesmo a sua.

Download na imagem da capa.

Para ler a HQ: CDisplay

terça-feira, 2 de junho de 2009

Jabberwocky


"Jabberwocky" é um poema nonsense que aparece em Through the Looking-Glass, and What Alice Found There (1871) por Lewis Carroll. É geralmente considerado um dos maiores poemas de nonsense escritos em língua Inglesa.

(fonte: Wikipedia)


Jabberwocky

Lewis Carrol

‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.

“Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!”

He took his vorpal sword in hand:
Long time the manxome foe he sought—
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.

And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!

One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker-snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.

“And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.

‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.

Não se afobe. Para ajudar, a Wikipedia em inglês tem um glossário. Ou se delicie com a incrível tradução de Augusto de Campos (quem mais?):

Jaguardarte

Augusto de Campos

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”

Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.